Como será a educação Pós-Pandemia? Melhoraremos?

Sim, essa pandemia nos pegou de surpresa e pela primeira vez essa geração passou por um fechamento de escolas tão extenso. Por sorte (talvez) temos hoje mais ferramentas que apenas o giz e lousa para nos comunicar com alunos.


Vários colegas deram seus pulos e partiram para comunicação com whatsapp, grupos no facebook, google sala de aula... Mas aos poucos as escolas foram formatando e convencionando ferramentas para a aula online.


Claro que em todos esses anos na era da informática já deveríamos ter ferramentas para complemento de estudos em contraturno e tecnologias para melhoria da sala de aula, mas a EDUCAÇÃO nunca fica realmente como prioridade e acabamos nos virando com poucos recursos, desmotivando com o desinteresse dos alunos e com os tantos problemas que o professorado enfrenta diariamente.


Quando na semana do 15 de março de 2020 ficamos completamente PERDIDOS com essas aulas a distância. Acompanhem o raciocínio. Um aluno que fica debilitado por quebrar as pernas e não pode ir a escola. Já não poderíamos usar essas ferramentas há anos?
A aluna gestante que fica afastada fazendo infinitos trabalhos para compensação de ausências, já não poderíamos ter ajudado de forma mais eficiente?
Aquele aluno que viaja com a família para visitar os parentes justamente na semana de provas. Já não dava para ter avaliações eletrônicas?
O aluno que faz quimioterapia e fica tantas vezes impossibilitado de ir para a escola, não podia ter videoaulas para ampará-lo?


As TICs (Técnologias de Informação e Comunicação) sempre estiveram aí, inclusive vários docentes já lançavam mão delas, mas a ESCOLA (como instituição, não essa ou aquela) já poderia ter valorizado e multiplicado esses saberes de EDUCAR antes. Pois é, o ponto é que fizemos tudo errado, e para sairmos dessa pandemia melhores, poderíamos forçar para implementar o que há de bom no futuro pós-vacina!


Pensem no aluno que fica em casa pois faltou muito podendo aproveitar o conteúdo, podendo tirar dúvidas. As reuniões pedagógicas (atpc, htpc hpqp...) poderiam ser síncronas em presencial e online para aquele professor que mora em outra cidade não precisar se deslocar sem necessidade. O aluno que vai viajar pode fazer uma avaliação online para não precisar ficar "caçando" o aluno para fechar nota.


Será que teremos (nós, profissionais da educação, em conjunto com as diretorias, familiares e políticos) maturidade para alavancar a educação desse país depois de tudo isso? ou voltaremos a capinar com giz e lousa para sempre? Tenho várias ponderações sobre acessibilidade aos mais pobres, inclusive aos professores, mas quis começar esse blog com uma reflexão positiva!


Comente aqui em baixo suas opiniões sobre esse assunto:
NÓS NOS PERDEMOS PARA NOS ENCONTRARMOS OU PARA FICARMOS ETERNAMENTE PERDIDOS?

Texto do Profº Gustavo H. Leão de Mello

Comentários

  1. Mudar é necessário, nem que seja para concluir que do modo anterior era melhor, e em seguida retornar ao estado original. Às vezes ficamos presos ao tradicional porque sempre deu certo, mas mudar é preciso, pois é essencial para a evolução.

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    Respostas
    1. É uma necessidade extremamente complicada! Por vezes a rotina não é confortável nem prazerosa, mas mesmo assim relutamos em tentar melhorar!

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